segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Metalúrgicos bate a Inter e decide o Sub-13


No jogo de fundo no Sindicato do Papeleiro, sábado pela manhã, o Metalúrgicos se garantiu na final da Copa Gazeta, categoria Sub-13, ao vencer a Associação Atlética Internacional por 2 a 0. Dentro das quatro linhas o futebol não foi dos melhores, mas a sorte sorriu para o time do técnico Lopes, que teve paciência para garantir nos minutos finais da partida a vitória por 2 a 0. O rsultado leva o Metalúrgicos à decisão diante do Sel/Cordeirópolis.

O jogo
Esperava-se uma melhor desenvoltura das equipes do Metalúrgicos e Internacional no bom gramado do Sindicato do Papeleiro. A chuva, que caiu momentos antes da partida não afugentou o bom público que compareceu para prestigiar a partida. A impressão era de que a partida seria disputada acirradamente. Enganou-se quem pensou nesta possibilidade pois dentro de campo o futebol das equipes não foi o esperado. Acostumado com as dificuldades da competição, o técnico Lopes pediu tranquilidade para sua equipe, principalmente nos minutos iniciais do jogo. Já a equipe do técnico Gilcimar, precavida, deixou de lado o poder ofensivo e na marcação procurava evitar as jogadas de ataque do Metalúrgicos.

Desta forma a partida tornou-se monótoma. Mas foi o time vermelho e branco do Metalúrgicos que timidamente chegou pela primeira vez a criar algo de perigo. O zagueiro Cauê aproveitou-se da sobra e entrou batendo. O chute sai cruzado, para fora. O volume de jogo parecia maior para o Metalúrgicos, mas a equipe não era objetiva na hora da conclusão. Sendo assim, o placar em branco na primeira etapa refletiu no fraco futebol apresentado pelas equipes.


Segundo Tempo





Para melhorar a performance da sua equipe, no intervalo do jogo o técnico Lopes promoveu duas alterações no Metalúrgicos. Gabriel e Julio nos lugares de Fadel e Gustavo. Detalhe, as alterações motivaram o Metalúrgicos, que aos 5 minutos da segunda etapa chegou com perigo à meta de Renato. Novamente a equipe do técnico Lopes voltou a incomodar, Gabriel entrou e bateu assustando o time leonino. A resposta da Inter veio em seguida, Gilcimar Junior pela direita bateu cruzado, o único momento de lucidez da Inter até então.

Mas os momentos finais do jogo tornaram-se importantes para o Metalúrgicos. Na verdade a vitória da equipe de Lopes foi construída nos detalhes. Aproximando-se da reta final do jogo, o Metalúrgicos partiu para o ataque. Aos 23 minutos, bola levantada do setor esquerdo, Gabriel de cabeça deixou a sua marca, 1 a 0. O gol foi fatal para as pretensões da equipe do técnico Gilcimar que cadenciava a partida antes de sofrer o primeiro gol, para levá-la aos pênaltis, conforme determina o regulamento da categoria sub-13.

Mas a sorte estava para o Metalúrgicos, que decretou a vitória no último minuto. Outro cruzamento, desta vez do setor direito, a bola encontrou o avante Murilo que de cabeça consolidou a vitória da sua equipe, 2 a 0. Desta forma o Metalúrgicos carimbou o passaporte para a final da competição diante do Sel-Cordeirópolis. (Naldo Dias)




Ficha técnica
Metalúrgicos 2 x 0 Internacional

Gols: Gabriel e Murilo.

Local: Sindicato do Papeleiro.

Metalúrgicos: Jheymes, Antonio Carlos, Lucas, Cauê e Fadel (Gabriel); Biro, Anderson, Rodrigo e Murilo; Igor (Guilherme) e Gustavo (Julio). Técnico: Lopes.

Internacional: Renato, Everton, Rafael, Luis Otávio e Mateus; Igor, Pim, Rafael e Guilherme; Gilcimar Junior e Bruno. Técnico: Gilcimar.

Árbitro: Augusto César Maia Gomes

Auxiliares: Saulo Epifânio dos Santos e Fernando de Oliveira Leão.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Santa Rosa se despede com vitória na Copa Gazeta





Foi no sacrifício, mas o Santo Antônio carimbou o seu passaporte rumo a próxima fase da Copa Gazeta Ouro (22/11/2009). Sem jogadores suplentes, o Santa Rosa mostrou garra e venceu a partida pela contagem mínima. A equipe do técnico Sebastião Reis perdeu a chance de empatar a partida aos 36 minutos do segundo tempo. Na cobrança do pênalti de Zé Carlos, o goleiro Nando garantiu o resultado para a equipe do Jaguari, 1 a 0.
Na briga dos santos, melhor para o time azul e branco do bairro Jaguari. Dez minutos antes de a bola rolar, o Santa Rosa tinha apenas dez jogadores para iniciar o jogo. Assim que iniciou o clássico, o meia Ôla chegou para completar a equipe do presidente Luiz Maria. Com apenas 11 jogadores e com o banco de reservas vazio, a equipe do técnico Baiano iniciou o jogo precavida, para evitar as ações do Santo Antônio.
O time do técnico Sebastião Reis, com 4 pontos, entrou em campo mostrando uma certa tranquilidade, mas dentro das quatro linhas esta tranquilidade foi ofuscada pelo fraco futebol apresentado pelos seus jogadores, principalmente nos 20 minutos iniciais.
Foi o Santa Rosa que chegou em duas oportunidades, mas sem tirar a tranquilidade do goleiro Renato. Quem primeiro chegou com real perigo foi o Santo Antônio aos 10 minutos. O atacante Léo arrematou obrigando Nando a tocar a bola para escanteio. Aos 18 minutos foi a vez do Santa Rosa. Os zagueiros vacilaram na marcação, Will aproveitou-se e tocou para fora.
Jogo equilibrado e sem nenhuma emoção. A partir deste lance, a equipe do Jaguari encorajou-se. Percebendo da vulnerabilidade do adversário, o time do técnico Baiano partiu em busca do gol. E só não ocorreu porque o travessão na cobrança de falta do volante Bismarck evitou o gol de abertura do Santa Rosa.
O time de Reis era displicente em campo, no que tirava proveito os jogadores do Santa Rosa, que passaram a dominar a partida. Em boa parte do primeiro tempo, o Santa Rosa foi melhor. Já o Santo Antônio teve um momento de lucidez aos 40 minutos, quando Zé Carlos de falta obrigou o goleiro Nando a prática uma defesa importante.

SEGUNDO TEMPO:

O placar em branco era favorável ao Santo Antonio. Mas para garantir o resultado positivo a equipe do técnico Reis precisava voltar com uma dinâmica diferente para a segunda etapa. Pensando nesta possibilidade no intervalo, Sebastião Reis tirou o meia Wânder para a entrada do marcador Freicom. A intenção de Reis era fortalecer a marcação e liberar um dos meias, Fabiano Negreiro ou Zé Carlos para encostar nos atacantes Léo e Curumim.
Na prática a susbtituição não surtiu efeito. Sem chances de classificação, o Santa Rosa impôs a determinação para surpreender o adversário. E foi com determinação que o time do Jaguari chegou ao gol de abertura. O insistente Will acreditou na jogada e colocou a bola na cabeça de Ôla para balançar a rede do goleiro Renato, 1 a 0 para o Santa Rosa.
Na verdade o gol encorajou o Santa Rosa. Mas Reis passou a se preocupar com a situação de classificação de sua equipe. Displicente em campo o Santo Antônio era dominado pelo Santa Rosa, que chegou com perigo aos 27 minutos. Will sempre ele, entrou em velocidade, obrigando o goleiro Renato a evitar o segundo gol da equipe azul e branco do bairro Jaguari.
Algo tinha que ser feito para melhorar a qualidade de jogo do abatido Santo Antônio. Zé Carlos arriscou e de bola parada bateu para a linha de fundo. Pouco para uma equipe que iniciou a Copa Gazeta credenciada a chegar a final da competição. Chance para empatar a partida não faltou. Tanto que aos 32 minutos a melhor oportunidade para o Santo Antônio igualar o marcador. Freicom entrou na área pela direita e o jogador sofreu a falta do lateral Danilo. Pênalti claro assinalado pelo bom árbitro Jairo Lopes. Zé Carlos encarregou-se da cobrança, mas Nando com estilo evitou o gol de empate do adversário. Zé Carlos não desistiu e no final do clássico arriscou-se no arremate, bola na trave. Nada poderia ser feito para evitar a derrota, mesmo com o insucesso na partida de ontem. O Santo Antonio se garantiu na próxima fase da Copa Gazeta Ouro. (Naldo Dias)



Ficha Técnica
Santo Antonio 0 x 1 Santa Rosa
Gol -
Ôla aos 3 minutos do segundo tempo (SR).
Local - CT Pinóquio
Árbitro - Jairo Lopes
Auxiliares - Luís Alexandre Nilsen e Murilo Barbosa
Santo Antônio - Renatinho; Tchô, Anderson, Zé Carlos e Danilo; Vampeta (Daves), Pardal, Fabiano Negreiro (Rogerinho) e Wander (Freicom); Léo e Curumim (Igor). Técnico - Sebastião Reis.
Santa Rosa - Nando; Vavá, Clebão, Alex e Danilo; Alemão, Bismarck, Lucas e Ôla; Tolly e Will. Técnico - Baiano.
Ocorrências - cartões amarelos para Danilo, Daves, Pardal e Curumim (SA), Danilo, Alemão e Lucas(SR).

Estudantes consegue a vitória da superação



Forte candidato ao título da Copa Gazeta Ouro, o Estudantes entrou em campo, na praça de esportes do Sindicado do Papeleiro para enfrentar o Brasil, uma grata surpresa na competição (22/11/2009). Com apenas 11 jogadores, sem banco de reservas, o time do bairro do Tatu dava sinais que seria presa fácil para o bicho-papão do jardim Morro Azul, que entrou com três atacantes: Dega, Gil e Fio. Desde os primeiros minutos, no entanto, o que se viu foi uma partida fraca tecnicamente, mas com muita aplicação dos jogadores do Brasil.
O Estudantes tinha mais posse de bola, mas sucumbia à marcação adversária, especialmente nas jogadas pelo meio. Os levantamentos para a área eram quase todos interceptados pela dupla Felipe e Ronaldo e, quando a boa era espirrada, gerava contra-ataques perigosos. Fio foi o primeiro a arriscar de longa distância, mas a bola passou pelo travessão. Isso aconteceu aos sete minutos e a resposta do Brasil chegou da seqüência: Felipe experimentou uma cobrança de falta assinalada a poucos metros da meia lua. O chute forte foi desviado para escanteio.
O tempo passava a partida se desenvolvia em ritmo forte, com muita pegada e muitas faltas. Aos 17 minutos Fio novamente tentou a conclusão, mas seus pés ainda não estavam calibrados. O artilheiro mandou para fora uma boa trama ofensiva. O Brasil não se incomodava em tocar a bola e jogar bonito, partindo com muita objetividade nos contra-ataques. Ednaldo, o motorzinho da equipe, era o mais lúcido na distribuição das jogadas. Aos poucos aparecia o futebol do atacante Leiva, que participou de uma boa trama de ataque ao lado de Sidnei e Joadson.
Aos 23 minutos, depois de uma jogada envolvente, a bola sobrou para Joadson arriscar, parando sua conclusão nas mãos de Jonathan. O Estudantes passou a valorizar a posse de bola e o Brasil era mais agressivo no ataque. Aos 40 uma chance incrível foi desperdiçada. Sidnei fugiu da marcação e serviu Leiva na marca do pênalti: pronto para escolher o canto e chutar, ele escolheu o canto esquerdo de Jonathan que fez um verdadeiro milagre e defendeu. Água mola em pedra dura, aos 44 minutos acontece a abertura do placar. Depois de deixar para trás dois adversários, Leiva invadiu a área e recuou para Sidnei; bem colocado, ele empurrou a bola com um tapa para fazer Brasil 1 a 0.
O Estudantes voltou para a segunda etapa na base do tudo ou nada. Embora apresentasse lentidão na construção de suas jogadas, continuava a oferecer o contra-ataque ao adversário. Aos seis minutos, quase o lateral Albert teve chance de ampliar, depois de aplicar um drible da vaca e concluir com força, pela linha de fundo. A resposta do rubro-negro aconteceria aos oito minutos. Depois de uma boa trama entre Cate e Dega, o atacante conclui sem direção. Porém, aos nove minutos, foi a vez do Brasil ampliar. Sidnei arrancou para o ataque e tabelou na entrada da área. Ao receber na frente, teve tranqüilidade para tirar a bola de Jonathan e ampliar para 2 a 0. A torcida do Estudantes não acreditava no que via, e então seus jogadores apresentaram mais aplicação. Aos 10 minutos Dega chutou de fora da área, obrigando Ismael a defender em dois tempos. Aos 15, porém, começaria a virada. Dega recebeu cruzamento e ajeitou de cabeça para a entrada de Cate, que desviou para o fundo do gol.
O Estudantes cresceu e melhorava sua distribuição ofensiva. Dega, mais uma vez, teve chance de empatar, mas foi fominha e chutou torto, tendo Gil ao seu lado passar. Aos 24 minutos, novamente Dega invadiu a área como quis, pelo lado esquerdo, e chutou em cima do goleiro. A pressão continuava, até que aos 27 minutos o atacante Arivaldo recebeu uma bola de costas para o gol. Quando virava sofreu falta e consequentemente pênalti. Gil, com uma tranqüilidade impressionante, cobrou no canto direito de Ismael, empatando a partida.
O cansaço começou a abater o Brasil que, sem peças de reposição, estava fazendo de tudo para levar o empate até o fim. Aos 45 minutos, acontece a virada. Gil roubou a bola na intermediária em lance que a torcida do Brasil pediu falta. Ele não quis saber e enfiou para Arivaldo penetrar com tranqüilidade e colocar números finais no jogo: 3 a 2. Uma virada histórica, classificando o Estaudantes para as semifinais da Copa Gazeta Ouro. (Roberto Lucato)



FICHA TÉCNICA
BRASIL FC 2 X 3 EC ESTUDANTES
BRASIL:
Ismael; Paulo, Felipe, Ronaldo e Albert; Claudney, Ednaldo, Marcelo e Joadson; Leiva (Claudinei) e Sidnei.
ESTUDANTES: Jonathan; Marcelo (Beto), Rafael, Rodrigo (Cate) e PC (Elton); Edson (Sergio), Dega (Edson), Valério e Carlos; Gil e Arivaldo.
Gols: Brasil: Sidnei, aos 44 do primeiro tempo e 9 do segundo; Estudantes: Cate aos 15, Gil aos 29 e Arivaldo aos 45, todos no segundo tempo.
Arbitragem: Welton Orlando Wohtmath, auxiliado por Flávio Alexandre Silveira e
José Marcio Mariano

Portuguesa ganha e está nas semifinais



Nova Itália e Portuguesa se enfrentaram no Cecap, com pensamentos diferentes (22/11/2009). O Nova Itália queria uma despedida honrosa e a Portuguesa estava empolgada para tentar a classificação. E dessa maneira, o jogo foi muito truncado, com forte marcação e poucos lances que arrancassem suspiros do torcedor, de novo em bom número na Praça Eduardo Basso (Cecap).
A Portuguesa começou mais animada e logo no primeiro minuto uma bola cruzada por Sapinho “passeou” à frente do goleiro Leleu. O jogo era de muita cautela e poucos lances objetivos. Aos 14 minutos, Fernandinho cruzou e Sapatinho tentou de bicicleta. Pela direita a Portuguesa se arrumava, mas sem levar perigo para o goleiro Leleu. Só aos 25 o Nova Itália resolveu aparecer, quando Dil, por duas vezes armou velozes contra-ataques pela esquerda. E aos 32, um chute de Neguinho passou perto do ângulo de Agrene. Mas o mesmo Neguinho acabaria com as esperanças do Nova Itália, ao ser expulso aos 38 minutos, depois de chutar para longe, em lance anulado pelo árbitro.
E aos 44, Fernandinho fez, de falta, o primeiro da Portuguesa. O goleiro Leleu se posicionou mal, e o bom lateral cobrou com perfeição. Bola no canto baixo esquerdo: Portuguesa 1 x 0.

SEGUNDO TEMPO

Para a etapa final a postura das equipes não mudou, apesar da melhora na troca de passes da Portuguesa. O Nova Itália, com um a menos, se defendia de qualquer maneira, mas pouco incomodava o goleiro Agrene, um mero espectador na etapa final.
Em menos de cinco minutos a Portuguesa poderia ter ampliado, em cabeçada de Dinho, que Fabinho pegou e logo em seguida em cruzamento que a zaga do Nova Itália aliviou. Aos sete, falta para o Nova Itália, sem maiores consequências.
E aos 13 minutos, o carimbo no passaporte da Portuguesa para as semifinais. A jogada foi toda pelo lado direito do ataque, com conclusão forte de Alex. O goleiro Fabiano deu rebote e Dinho, de cabeça, concluiu para as redes: Portuguesa 2 x 0. Logo após, Alex perderia chance incrível: sozinho, à frente de Fabiano, chutou para fora.
A partir dos 30 minutos, com o empate entre Santa Cruz e Jd. do Lago, a preocupação maior ficou com a Portuguesa, que não poderia tomar gol. E com vários experientes em sua equipe, passou a cadenciar o ritmo, mantendo a vantagem até o final. Vitória justa para a equipe que procurou o ataque e méritos para o Nova Itália, adversário valente e que abrilhantou o espetáculo. E antes do apito final, Dinho desperdiçou o que poderia ser o terceiro gol, chutando na trave de Fabiano. (Walfrido Salvi)



FICHA TÉCNICA
EC Nova Itália 0 x 2 AA Portuguesa
NOVA ITÁLIA:
Leleu (Fabiano); Tatu, Thomaz, Baiano e Diego (Branco) (Misael); Buiu, Robinho (Rafinha), Neguinho e Gilmarzinho; Dil e Fabinho. Técnico: Daniel Castelon.
PORTUGUESA: Agrene; Fernandinho, Luís Henrique, Carlão e Zoinho; Edinho, Cesinha, Baia e Alex (Gilberto); Giliardi e Sapinho (Dinho). Técnico: Maciel.
Gols: Fernandinho e Dinho.
Local: Praça de Esportes Eduardo Basso.
Árbitro: Demetrius Pinto Candançan.
Assistentes: Fernando Batista e Alberto Polifo.
Cartões: amarelo para Fernandinho (P) e Neguinho, Baiano, Gilmarzinho, Thomaz e Tatu (NI); vermelho para Neguinho (NI).

Santa Cruz sofre para eliminar o Jardim do Lago e agora enfrentará o Santo Antônio na semifinal



Santa Cruz e Jardim do Lago fizeram um dos jogos mais emocionantes da Copa Gazeta Ouro deste ano (22/11/2009). O empate por 2 a 2, no Sesi, pode ser visto ao vivo pela TV Jornal. Bom para o telespectador, que foi premiado com o espetáculo. Com o resultado, o time da Vila Queiroz, comandado pelo técnico Roberto Silas Martins, segue na competição em busca de seu oitavo título, enquanto o valente Jardim do Lago fica fora por um ponto apenas.
Santa Cruz e Jardim do Lago chegaram empatados em número de pontos para a última rodada da fase de classificação do Grupo A da Copa Gazeta Ouro. Acontece que o saldo de gols do Santa era melhor, o que lhe deu a chance de jogar pelo empate. Restava ao Jardim do Lago vencer ou torcer para que o desclassificado Nova Itália, que vinha de duas derrotas consecutivas, conseguisse parar a Portuguesa. A Lusa por sua vez, precisava vencer o Nova Itália por dois gols de diferença, sem precisar depender do resultado do Sesi. E foi exatamente o que aconteceu: 2 a 0, na medida.
O clima era tenso nos vestiários do Jardim do Lago antes da partida. Alguns titulares chegaram atrasado e começaram no banco, como por exemplo o meia Xandy, principal jogador da equipe. Até o uniforme da equipe chegou em cima da hora, trazido pelo presidente Murilo.
Talvez esse nervosismo tenha influenciado diretamente no início da partida, pois logo aos 8 minutos, Juninho tabelou pela direita e bateu cruzado para a defesa parcial da Rafinha. O rebote ficou com Guilherme, que encheu o pé para abrir o placar, Santa Cruz 1 a 0. O segundo gol só não saiu por acaso. Aos 12 minutos, Ricardo cobrou uma falta da direita e o centroavante Faísca, ex-Independente, subiu sozinho, escorando por cima do gol. Nem ele acreditou no gol perdido.
A primeira chance do Jardim do Lago foi criada apenas aos 19 minutos, quando Marlon tabelou com Matheus Garcia pela esquerda e bateu cruzado para fora. O domínio era total do Santa Cruz, que tinha personalidade nos toques de bola e envolvia facilmente o adversário com tabelas pelo meio. Com o placar ao seu favor, o meia Piá começou a brincar, irritando seus marcadores e dando seu tradicional show a parte. Aos 23, Pel recebeu no comando de ataque, se livrou do marcador e bateu rasteiro, à direita do gol.
O segundo gol do Santa Cruz aconteceu aos 26 minutos. Escanteio cobrado por Guilherme da direita e gol de cabeça de Pel, livre na segunda trave, 2 a 0. Irritado, Rena imediatamente sacou o volante Caxias para a entrada do atacante Everton, abrindo de vez a sua equipe, já que o resultado não interessava. Dos 27 aos 47 minutos do 1º tempo não aconteceu absolutamente nada e o jogo sofreu uma queda sensível de produção.

2º Tempo



Já o segundo tempo foi eletrizante, um espetáculo mesmo. No intervalo, Everton discutiu rispidamente com o árbitro Alex Sander da Rosa Lefeu. Inteligente, Rena tirou o atacante que poderia ser expulso, colocando o rápido Jader no ataque. Não demorou muito e Xandy entrou na vaga de Luciano. As alterações incendiaram o Jardim do Lago, que cresceu assustadoramente na partida. Foi então que começou aparecer o futebol de Matheus Garcia, o "Riquelme de Limeira".
Logo no primeiro minuto da etapa complementar, Fabinho, outro ex-jogador do Independente, quase desconta através de um gol olímpico. Mas é bom frisar que o Santa Cruz era sempre um time perigoso em suas investidas. Aos 12, falta cobrada por Ricardo da meia-esquerda e defesa difícil de Rafinha em seu canto direito. Aos 18, Pel recebeu na entrada da área pelo lado direito e bateu cruzado. Piá se esticou todo para tentar o gol na segunda trave, mas a bola cruzou toda extensão da área.
Quando foi anunciado que a Portuguesa vencia o Nova Itália por 2 a 0, o Jardim do Lago partiu como um rolo compressor para cima do "papa-títulos". Aos 19 minutos, Jader aproveitou sua velocidade para sair na cara de Gelson. No momento da finalização, o menino prodígio, campeão da Terceirona com o São Lourenço, acabou travado pela defesa. Aos 21, Fabinho cobrou uma falta da esquerda, levantando a bola para a área. Pel e Dê se confundiram e a bola sobrou livre para Douglas, que cara-a-cara com Gelson perdeu um gol inacreditável, mandando por cima do gol.
O Lago era todo ataque e sentiu que poderia empatar, graças ao volume de jogo apresentado. Aos 22, Matheus Garcia carregou pela direita e viu Gelson adiantado. O meia tocou com categoria por cobertura, mas a bola caprichosamente não entrou. Seria o gol da rodada. O primeiro gol era uma questão de tempo e aos 23, na jogada ensaiada de falta, Xandy rolou para o chute de Cebola, que passou à direita de Gelson.
O técnico Roberto Silas Martins sentiu que seu time sofreu uma queda de produção e tratou de fechar a defesa, colocando Torres e Carlinhos nos lugares de Pel e Faísca. Isso atraiu ainda mais o Jardim do Lago para seu campo de ataque.
O Santa Cruz esperava o momento certo para liquidar o jogo. Aos 26, Juninho puxou um contra-ataque pela direita e cruzou na cabeça de Indião. O artilheiro da Terceirona cabeceou no chão e Rafinha fez um milagre. O próprio Indião pegou o rebote e acertou um petardo na trave de Rafinha, na melhor chance do time da Vila Queiroz no segundo tempo. No banco de reservas, Rena dizia ao repórter César Roberto: "Perdido por 2, perdido por 1.000".
Aos 32 minutos, finalmente a casa do Santa Cruz caiu. Passe milimétrico de Xandy e gol de Matheus Garcia, que recebeu na meia-lua da grande área e com extrema categoria, encobriu o goleiro Gelson, golaço, 2 a 1.
A partir daí o que se viu foi um time ligado a mil na tomada contra uma defesa amendrontada. Luxa não parava de coçar a cabeça na lateral do gramado. Aos 39, por pouco o Santa Cruz não freou a reação do adversário. Torres escapou pela direita e bateu cruzado. Indião, livre na segunda trave, chegou um segundo atrasado no carrinho. Aos 41, falta na meia-direita para o Jardim do Lago e bomba de Eric Nogueira, que tinha acabado de entrar na partida. A bola ainda desviou na barreira antes de entrar, 2 a 2 e fogo no jogo.
Foram 7 minutos de pressão total do Jardim do Lago, que aparentava estar exausto em campo. Através de duas bolas paradas, dois levantamentos foram feitos para a área, mas em ambos a defesa do vermelho e branco afastou. Fim de jogo e classificação dramática do Santa Cruz. Para o Lago restou a hombridade de deixar a competição de cabeça erguida e com 5 pontos somados. "Se tem mais 5 minutos venceríamos a partida", comentou Jader, destaque do segundo tempo.

No sorteio




Como Santa Cruz e Portuguesa terminaram a primeira fase com campanhas idênticas, a organização da Copa Gazeta Ouro realizou um sorteio no período da tarde. Deu Santa Cruz, que por ficar em primeiro lugar do grupo, pegará o Santo Antônio nas semifinais, revivendo o duelo do Campeonato Amador. Na outra semifinal, a Portuguesa terá pela frente o Estudantes. Os locais já foram definidos. O jogo entre Estudantes e Portuguesa será disputado no Estádio Comendador Agostinho Prada, com transmissão ao vivo da Tv Jornal. Já o duelo entre Santa Cruz e Santo Antônio será no CT Pinóquio, com transmissão da Rádio Educadora 1020 AM. (Edmar Ferreira)



Ficha Técnica
Santa Cruz 2 x 2 Jardim do Lago
Gols -
Guilherme aos 8 e Pel aos 26 minutos do 1º tempo (SC); Matheus Garcia aos 32 e Eric Nogueira aos 41 minutos do 2º tempo (JL)
Local - Sesi
Árbitro - Alex Sander da Rosa Lefeu
Santa Cruz - Gelson; Juninho, Nelson (Dê), Adriano e Ricardo; Joari, Charles, Pel (Torres) e Piá (Indião); Faísca (Carlinhos) e Guilherme (Paulinho). Técnico - Roberto Martins.
Jardim do Lago - Rafinha; Baca (Eric Nogueira), Douglas, Felipe e Marlon (Murilo); Carlão, Caxias (Everton) (Jader), Gabriel e Fabinho (Cebola); Luciano (Xandy) e Matheus Garcia. Técnico - Rena.
Ocorrências - cartões amarelos para Ricardo (SC), Caxias, Rafinha e Douglas (JL).

CT Amarildo goleia Inter e avança às semifinais



O CT Amarildo goleou a Internacional por 4 a 0 na manhã de ontem (22/11/2009), no campo do Sesi, e garantiu classificação para a segunda fase da Copa Gazeta 2009 categoria sub-11. Na semifinal, o adversário do time do ex-jogador, que ficou em 2º lugar no grupo B, será o Gran São João, primeiro colocado do grupo A.
Apesar da superioridade no número de gols, o CT Amarildo não encontrou facilidade para vencer a partida, mas foi mais eficiente nos ataques. Foram da Inter os primeiros lances de perigo do jogo, com duas bolas alçadas na área que ficaram repicando até a zaga afastar, aos 2 e 5 minutos de jogo, respectivamente. O time de azul respondeu com o meia Gui, que aos 6 minutos apareceu com boas chances de marcar, sendo impedido pelo goleiro André.
Léo Resende, ponta do CT, arriscou de fora da área, mas o goleiro da Inter mostrou-se firme. O time alvinegro deu o troco com o atacante Leonardo, que invadiu a área, mas foi interceptado a tempo pela defesa adversária. Aos poucos, a equipe de Amarildo se ajustou na troca de passes e os gols apareceram. O primeiro veio aos 10 minutos, com Léo Resende, que completou a bela jogada do meia Gui com um tiro certeiro no alto do canto direito da meta de André.
O gol animou o time de azul. Um minuto depois, Gui, que começara a se destacar na partida, escapou livre pelo miolo da zaga internacionalina e chutou firme na saída do goleiro alvinegro para ampliar o placar a favor da equipe de Amarildo. A Inter, porém, não desanimou e, ao contrário do que se esperava, partiu para o ataque na tentativa de buscar o que parecia impossível.
Aos 12 minutos, o meia Luis Fernando cobrou falta da intermediária. O chute forte, entretanto, passou à direita da meta do goleiro Bruno, do CT Amarildo. A última tentativa da alvinegra deu certo, mas foi invalidada. O meia Silas recebeu a bola em posição adiantada, mandou para o fundo das redes e saiu em comemoração. A arbitragem, porém, viu impedimento e anulou o que seria o primeiro gol da Inter, o que esquentaria a partida para a segunda etapa.

APÓS O INTERVALO



Ao longo do segundo tempo, o técnico internacionalino, Gilcimar, fez alterações com o intuito de melhorar a eficiência do ataque, dando oportunidade para Jean, Wesley Grego, Douglas e João Júnior. A partida voltou a ficar equilibrada, e perdeu um pouco em emoção devido ao congestionamento no meio do campo, área por onde as duas equipes tentavam as principais jogadas.
Brilhou, porém, a estrela do veloz atacante Baracho. Após lançamento até a área, o garoto foi mais rápido que o goleiro André e desviou na saída do adversário. A bola foi calmamente até o fundo das redes da equipe alvinegra. O CT continuou a imprimir ritmo mais forte, e quase ampliou em cobrança de falta de Léo Resende - a bola passou com perigo por cima da meta de André.
A definição veio em nova jogada de Baracho. Após tabela, o atacante avançou para dentro da área até ser derrubada pela zaga da Inter. Gui cobrou com perfeição para marcar seu segundo gol na partida e encerrar a contagem a favor do time de Amarildo. (Rafael Sereno)



FICHA TÉCNICA
CT Amarildo 4 x 0 Internacional
Local:
Sesi
Árbitro: Marcelo Ferreira da Silva
Assistentes: Caio Mesquita de Almeida e Alex Sander Lefer
CT Amarildo: Bruno; Léo Dias, Mateus, Gustavinho e Marquinho; Gabriel Oliveira, Sofiatti (Gabriel Cabral), Gui e Léo Resende; João e Baracho. Técnico: Daniel.
Internacional: André; Gustavo, Vinicius (Jean), Alexandre (Wesley Grego) e Vitor (Douglas); Luís Fernando, Gustavo Cassim, Silas e Gabriel (João Júnior); Luis Mota e Leonardo. Técnico: Gilcimar.

Metalúrgicos goleia Papeleiro: 8 a 1



GR Papeleiro e AA Metalúrgicos abriram a manhã esportiva na praça de esportes do Sindicado do Papelão, ontem pela manhã (22/11/2009). Desde as primeiras movimentações o time dos irmãos Lopes era mais consistente, passando a impressão que abertura do placar aconteceria depressa. A primeira chance de gol surgiu aos 6 minutos, depois que Léo recebeu cruzamento e chutou de primeira, acertando o poste esquerdo do goleiro Diego. O placar seria mexido no minuto seguinte. Emerson, recolhendo a bola na meia cancha, desferiu um chute despretensioso para a área. O goleiro do Papeleiro tentou rebater com o pé direito e furou, apenas observando na seqüência a bola ganhar suas redes. No oitavo minuto do primeiro tempo o Metalúrgicos amplia. Ataque pelo setor direito. Na avançada atacante Igor ele chutou cruzado, pelo alto, fazendo 2 a 0. O Papeleiro sentiu o baque e mal conseguia passar pela linha que divide o gramado.
O Metalúrgicos continuava irresistível, com Giovane articulando a maior parte das jogadas. Aos 10 minutos, depois de um cruzamento para a área, novamente Emerson estava lá. Depois de um bate e rebate, bem colocado, da marca do pênalti, ele chutou forte no meio do gol para fazer 3 a 0. Outro lance de perigo aconteceria aos 13 minutos, depois que Giovane desviou a bola de cabeça para o alto. Quase Diego foi encoberto. Aos 16 minutos, a última chance da primeira etapa. Tabela entre Emerson e Giovane, depois do arremate do primeiro, defesa em dois tempos do goleiro do Papeleiro.
No segundo tempo a situação se manteria e logo no primeiro minuto o Metalúrgicos ampliaria para 4 a 0. Giovane chutou na grande área, a bola desviou no sistema defensivo e encontrou os pés de Eduardo, que empurrou para o gol vazio. O Papeleiro esboçou uma reação no minuto seguinte. Em contra-ataque, Adalberto foi lançado com precisão. Ao dividir com o goleiro ele levou vantagem e, acreditando no lance, continuou a jogada até empurrar a bola para as redes, diminuindo o marcador. Nem isso abateu o Metalúrgicos, que conseguiria seu quinto gol aos quatro minutos. Depois da cobrança de um escanteio a bola sobrou para Giovane acertar um lindo desvio, inapelável para o goleiro do Papeleiro. O sexto gol sairia aos seis minutos da etapa final. O atacante Eduardo recebeu falta próxima da área e Giovane preparou-se para cobrar. Com perfeição, ele colocou a bola no ângulo direito do goleiro Diego. A partida seguiu concentrada na intermediária de ataque do Metalúrgicos e as vezes aconteciam tiros de longa distância. Aos nove minutos foi a vez de Emerson experimentar obrigando Diego a espalmar para escanteio. Na seqüência ele conseguir fazer seu terceiro gol no jogo e sétimo de sua equipe. Depois de boa jogada de Eduardo ele serviu Emerson pelo setor esquerdo que não teve dó e chutou forte, rasteiro, para ampliar. O gol derradeiro seria marcado aos 11 minutos, uma pintura. O lateral Adriel desferiu um pombo sem asas de fora da área, a bola entrou no canto alto de Diego. Fim de jogo e mais uma vitória merecida do Metalúrgicos, avançando para as semifinais da Copa Gazeta Categoria Sub 11. (Roberto Lucato)



FICHA TÉCNICA
AA METALÚRGICOS 8 X 1 GR PAPELEIRO
METALÚRGICOS:
Lucas; Igor (Renato), Gabriel (Felipe), Leonardo e Adriel; Gustavo, Léo, Emerson e Giovane (João Vitor); Eduardo e Vitor (Henrique)
PAPELEIRO: Diego; Murilo, Renan (Gabriel), Rômulo e Leonardo V; Leonardo (Fernando), Vitor, Adalberto e Douglas; Mateus e Pablo (Maurício).
Gols: Emerson (7 e 10), Igor (8) do primeiro tempo, Metalúrgico; Eduardo (1), Giovane (4 e 5); Emerson (10) e Adriel (10) para o Metalúrgicos e Adalberto, aos 2, para o Papeleiro, segundo tempo.
Arbitragem: José Marcio Mariano, auxiliado por Flávio Alexandre Silveira e Patrick Fabiano Nunes.